Prazo para entrega de laudo do caso Danilo é prorrogado e casa da vítima é periciada

O laudo pericial, sobre a causa da morte do Danilo Almeida, de sete anos, que foi assassinado no Dia das Crianças, foi prorrogado por mais dez dias pela Perícia Oficial do Estado. A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira, dia 24, pela assessoria de Comunicação do órgão.

Após quase 15 dias do assassinato de Danilo, nesta quarta-feira (23), foi realizado um exame pericial na residência de José Roberto e Darcinéia Almeida, padrasto e mãe da criança, no bairro Clima Bom, parte alta da cidade de Maceió.

Em contato com a assessoria sobre a perícia realizada na residência da família, a reportagem do Cada Minuto foi informada de que o órgão não irá se pronunciar sobre o procedimento investigativo realizado no local.

O caso

Danilo estava indo com o irmão gêmeo, ao encontro do padrasto, em uma oficina próximo a sua residência, quando foi sequestrado na sexta-feira (11), por uma mulher que, segundo o irmão, tinha o cabelo verde.

O irmão de Danilo contou a polícia que a mulher tentou o levar também, porém, ele conseguiu fugir do local, quando deu uma mordida na suspeita.

O corpo foi encontrado em um local de difícil acesso. Segundo o delegado Ronilson Medeiros, a suspeita pode ter dado banho ou limpado a criança. “Não tinha marcas de sangue, mas fizeram questão de deixar o corpo em um local de fácil acesso”, disse.

Indignados os moradores e amigos da família realizaram um protesto, fechando vias da regiões. Eles solicitam uma resposta da Secretaria de Segurança Pública (SSP/AL) sobre o caso.

Segurando cartazes, os moradores também fecharam as ruas colocando fogo em pneus, colchões e em bancos velhos de carros. Em um dos cartazes, uma moradora escreveu: “mataram um inocente”‘.

Acusação

Darcinéia Almeida relatou que foi forçada pelos policiais a confessar o envolvimento no crime, inclusive que sofreu agressões físicas e psicológicas dentro da delegacia.

Darcinéia e o esposo foram abordados pelos policiais em sua residência, na quarta-feira (16). De acordo com a mãe do garoto, os policiais disseram que iriam levar eles para uma consulta psicológica, mas foram levados para a DHPP.

José Roberto afirmou que a família não tem envolvimento algum no crime e que todos estão muito mais abalados com o que ocorreu durante o depoimento.

O casal afirma que prestou depoimento em salas separadas e que foram induzidos a confessar o crime. “Eles disseram a minha mulher que eu tinha confessado o crime, o que nunca aconteceu”, emendou José Roberto.

26/10/2019